Curso de Nutrição e Gastronomia

Entenda o rótulo das embalagens


   Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada de alimentos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando à garantia de qualidade do produto e à saúde do consumidor.

   Vejam algumas informações que sempre devem estar presentes nos rótulos e são importantes que você as identifique:

Lote: É um número que faz parte do controle na produção. Caso haja algum problema, o produto pode ser recolhido ou analisado pelo lote ao qual pertence.

Conteúdo líquido: Indica a quantidade total de produto contido na embalagem. O valor deve ser expresso em unidade de massa (quilo) ou volume (litro).

Origem: Informação que permite que o consumidor saiba quem é o fabricante do produto e onde ele foi fabricado. São informações importantes para o consumidor saber qual a procedência do produto e entrar em contato com o fabricante se for necessário.

Informação Nutricional Obrigatória: É a tabela nutricional. Sua leitura é importante porque a partir das informações nutricionais você pode fazer escolhas mais saudáveis para você e sua família.

Decifrando os Rótulos dos alimentos

Prazo de validade: Os produtos devem apresentar pelo menos o dia e o mês quando o prazo de validade for inferior a três meses; o mês e o ano para produtos que tenham prazo de validade superior a três meses. Se o mês de vencimento for dezembro, basta indicar o ano, com a expressão “fim de...” (ano);

Lista de ingredientes: Informa os ingredientes que compõem o produto. A leitura dessa informação é importante porque o consumidor pode identificar a presença de termos, como açúcar, sacarose, glicose, ou outros tipos de açúcar, como a dextrose.

Observações:
  1.  Alimentos de ingredientes únicos como açúcar, café, farinha de mandioca, leite, vinagre não precisam apresentar lista de ingredientes.
  2. A lista de ingredientes deve estar em ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente é aquele que está em maior quantidade no produto e o último em menor quantidade.
Porção: É a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, promovendo a alimentação saudável.

Medida Caseira: Indica a medida normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos. Por exemplo: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa. A apresentação da medida caseira é obrigatória. Esta informação vai ajudar você, consumidor, a entender melhor as informações nutricionais.
Conheça algumas medidas caseiras:

Decifrando os Rótulos dos alimentos
Colher de café, colher de chá, colher de sobremesa, colher de sopa e colher de servir.

Decifrando os Rótulos dos alimentos
Medidores: 1 xícara de chá (240ml), ½ xícara de chá (120ml), 1/3 xícara de chá (80ml) e ½ xícara de chá (60ml)


Decifrando os Rótulos dos alimentos
Copo grande e copo pequeno


Decifrando os Rótulos dos alimentos
Conchas (Diversos tamanhos)


Decifrando os Rótulos dos alimentos
Escumadeiras (Diversos tamanhos)

%VD: Percentual de Valores Diários (%VD) é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta 2000 calorias.

Tabela de porções: O consumidor deve sempre estar atento à porção dos alimentos indicada nos rótulos, mas nem sempre sabe exatamente quanto cada porção equivale em medidas caseiras. Para facilitar essa comparação, a tabela abaixo indica as porções de referência de alguns alimentos consumidos no Brasil e suas medidas caseiras.

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Alimentos da safra do mês de Julho

Alimentos orgânicos




    A base da saúde está nos hábitos de vida e, principalmente, na alimentação. Tem-se que uma dieta balanceada, contendo carboidratos complexos (integrais), proteínas e gorduras saudáveis, juntamente com a ingestão de verduras, frutas e legumes é vista como uma garantia de qualidade de vida.
    Mas será mesmo que só o consumo equilibrado de vegetais e carnes é o suficiente? As divergências surgem ao analisar o modo de plantio de frutas, verduras e legumes e os cuidados oferecidos aos animais de abate.
Infelizmente, o mundo capitalista em que se vive hoje objetiva o aumento da produtividade e do lucro, sem se preocupar com o meio ambiente, com o consumidor e com os trabalhadores. Os agrotóxicos, por exemplo, conquistaram, a partir da 2° Guerra Mundial, o mercado mundial com a promessa de aumentar a produção agrícola e os lucros dos produtores. E, se por um lado eles matam as pragas e eliminam as doenças que causam danos às plantações, por outro eles prejudicam a saúde dos seres humanos e comprometem o meio ambiente.
   Segundo a United States Department of Agriculture (USDA), os organososforados, agrotóxicos usados no plantio, desenvolvem efeitos negativos ao sistema nervoso dos seres vivos. Estudos realizados pelo professor Dr. Igor Vassilief, da Universidade Estadual São Paulo, concluiu que a ingestão excessiva de agroquímicos (agrotóxicos) causa distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares, além de alterações motoras, visuais, auditivas e formigamento, devido aos impulsos nervosos que são comprometidos pelas substâncias químicas prejudiciais encontradas nos alimentos de plantio convencional. Uma pesquisa, realizada pela Universidade de Brasília, descobriu que o arroz, o feijão, o tomate e as frutas cítricas, principais alimentos dos brasileiros, recebiam uma carga de pesticidas acima das consideradas seguras por lei. Aproximadamente 20 dos agrotóxicos contidos nesses alimentos, somente 6 eram permitidos ao uso agrícola.
   A Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) constatou que lideram o ranking da alta concentração de pesticidas: o morango, o tomate, a batata, o mamão, a alface, a banana, a maçã e o pimentão. Todos os demais alimentos, no entanto, não podem ser esquecidos: se cultivados na agricultura convencional, estão expostos a cargas consideráveis de venenos.
   Depois de ler os dizeres acima, aparecem diversas perguntas e entre elas: “O que vou comer se até os vegetais podem prejudicar minha saúde?”
  A AGRICULTURA ORGÂNICA, com o propósito da sustentabilidade natural, sem prejudicar os recursos naturais (solo, água, plantas, animais, microorganismos, as pessoas, etc.) e valorizar os animais e as plantas da natureza, tem se destacado nas últimas décadas.
   Os alimentos produzidos por ela, os orgânicos, são cultivados de maneira simples, natural, respeitando a Natureza. Eles não recebem agrotóxicos e nenhuma outra substância sintética que contamina o alimento e o meio ambiente. Por não possuírem substâncias químicas nocivas, purificam o sangue, resultando na manutenção da saúde.
O modelo orgânico vai além do plantio de vegetais. O cuidado com o desenvolvimento de produtos de origem animal, como carnes, ovos, leites e derivados é uma outra preocupação desta modalidade. O animal criado dentro do conceito orgânico vive solto no pasto, ingere alimentação natural, não recebe hormônios sintéticos que fazem desenvolverem-se em curto período de tempo, é abatido de forma que não seja exposto ao sofrimento, entre outros.
   Para saber se o produto é orgânico, o governo criou um sistema oficial de controle de produção, no qual os produtos verdadeiramente orgânicos recebem um selo em seu rótulo (vide abaixo os existentes), de forma a serem facilmente identificados e garantirem ao consumidor final a certeza de comprar um produto de qualidade orgânica.
   Abaixo estão os principais selos de certificação. 
   Para receber o nome de orgânico, o rótulo o produto deve conter 95% de ingredientes orgânicos. Produtos com mais de 5% de ingredientes não são orgânicos, e, portanto, só podem ser chamados de produtos com ingredientes orgânicos. Estas informações são obrigatórias nos rótulos dos alimentos. 
   Ao comprar produtos orgânicos nos pontos de vendas, deve-se ter atenção ao armazenamento dos mesmos. Se misturados com alimentos convencionais, eles podem ser contaminados.
Apesar do custo dos alimentos orgânicos ainda ser um pouco mais elevado que os convencionais, a tendência, com o aumento do consumo e da produção, é baixar.
   É importante ressaltar que a Agricultura Natural, muito parecida com a orgânica, mas com alguns aspectos diferentes, foi criada no Japão em 1935, por Mokiti Okada. Possui uma filosofia bela e profunda, que preconiza a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como conservação do ambiente natural e respeito às suas Leis Naturais. Mokiti Okada propõe em sua filosofia reciclar os recursos naturais para enriquecer o solo e fazê-lo emanar sua força, protegendo assim os mananciais de água, criando uma corrente sadia que vai do solo e da água às plantas, aos animais e aos seres humanos.  A agricultura natural não utiliza adubos químicos, somente compostos vegetais (folhas e capins secos), que se formam de maneira natural.  


Vantagens de Consumir Produtos Orgânicos

- Não possui substâncias cancerígenas, como os agrotóxicos.
- Os produtos orgânicos de origem animal são livres de hormônios sintéticos.
- Contribui na manutenção da saúde de quem consome.
- Sabor e odor atraente.
- Elevado valor nutricional.
- Maior durabilidade.
- Contribui para a preservação do meio ambiente, evitando a contaminação da água, do solo e vegetação.
- Auxilia de maneira positiva na saúde do produtor rural, seus colaboradores e de sua família. Além de valorização da mão de obra 
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Os tipos de sal e como utilizar

     FLOR DE SAL
   A flor de sal ou coalho é a camada fina que se forma na superfície da maré salgada, durante a evaporação contínua (produção de sal marinho em salinas). Este sal não sofre nenhuma transformação, além da secagem natural ao sol, que elimina o tom rosa. Como não é beneficiada, a flor de sal contém todos os nutrientes da água do mar, como magnésio, iodo e potássio. A flor de sal é colhida diariamente, cuidadosamente e com um instrumento apropriado, evitando tocar o fundo. 
   A flor de sal é utilizada mundialmente por apreciadores e chefes de cozinha, devido seu sabor especial e sua maior riqueza em micronutrientes. Um nível adequado deste sal é muito importante para o bom funcionamento do nosso organismo. Apesar de todas qualidades nutricionais atribuídas à flor de sal, é preciso utilizá-la com moderação, pois é composta principalmente de cloreto de sódio, que pode elevar a pressão arterial como o sal comum.

    SAL LIGTH
   O sal ligth é chamado assim porque contém baixo teor de sódio. Ele é formado da mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio, sendo metade cada um; ou seja, neste tipo de sal, uma proporção de sódio foi substituída por potássio. Assim, o sal ligth tem 50% menos sódio (cerca de 196 mg/g) em sua composição, quando comparado ao convencional que tem 390 mg/g. 
Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção dentro das células, o sódio age fora das células. 
   Este sal possui sabor mais suave e evita a retenção hídrica e inchaço, isso porque o cloreto de sódio possui um maior poder de atração sobres as moléculas de água, muito maior do que o potássio (que é facilmente eliminado do organismo). Como o sal light possui 50% a menos de sódio, é por isso que podemos afirmar que, para uma mesma proporção de sal comum e sal light, este último contribui com um menor risco de retenção de água e inchaço pelo organismo.
   A troca do sal comum pelo ligth é uma boa opção, uma vez que a proporção de sódio é menor neste último. Apesar de ser recomendado as pessoas com hipertensão, o sal ligth não é indicado para pessoas com problemas renais, pois estes podem acumular potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos. 

    SAL COMUM:
   O sal comum é formado por cloreto de sódio, estas duas substâncias são importantes para o metabolismo das células. O sódio é fundamental no equilíbrio entre os fluídos corporais, ativa a transmissão de impulsos nervosos por todo o corpo e permite o funcionamento do cérebro e o controle das funções vitais do organismo. 
   O cloro é essencial para uma boa saúde e para o processo digestivo, pois é a base do suco gástrico que ajuda na digestão dos alimentos. Tanto o sódio como o cloro estão presentes em todos os tecidos e fluídos do corpo humano. 
   A recomendação de sal para adultos saudáveis (que não possuam hipertensão e nenhum outro problema cardiovascular) é de quatro a seis gramas de sal/dia, o que equivale a uma porção que varia entre 4 a 6 colheres de café ou saches por dia. 
   Já as crianças e idosos devem consumir menos sal.

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Alimentação na terceira idade

   Essa pirâmide é muito interessante, atentem para a base. Na pirâmide tradicional, a base são os carboidratos (pães, massas, arroz, batata, aipim, cereais matinais, farinhas). Aqui nesta pirâmide específica para o público acima de 60 anos, a base são as atividades da vida diária, como caminhar, cozinhar, fazer atividades físicas. Essa pirâmide contempla não somente os alimentos, mas a base de do envelhecimento saudável, a independência.
   Um pouco acima, temos a hidratação. A hidratação no idoso é tão importante que merece um tópico único, entratanto, a breve mensagem que passo aqui é: o idoso precisa receber pelo menos 30 ml de líquidos por quilo de peso atual, ou seja, ou idoso de 60 kg, precisa receber 1800 ml de liquidos totais ao dia, incluindo água, leites, chás, sucos. Não espere que o idoso solicite líquidos, pois o mecanismo da sede pode estar deficiente. Ofereça líquidos e frutas(fruta também hidrata) várias vezes ao dia,e insista!
   As atividades e a hidratação formam a base da pirâmide, e estão dispostas horizontalmente. Os alimentos foram divididos verticalmente, e pelo base de cada grupo de alimentos,percebemos que eles são semelhantesm, exceto o grupo das gorduras, que está representado em menor espessura.
   A bandeirinha no topo da pirâmide nos lembra a importância da vitamina B12, o cálcio e a vitamina D.Estes nutrientes podem estar deficientes na alimentação do idoso, pois encontram-se na carne vermelha, muitas vezes pouco ingerida pela dificuldades de mastigação e deglutição, nos laticínios, e aí lembramos que muitos idosos apresentam intolerância à lactose, e nas gorduras boas, como as frutas oleaginosas, também de difícil mastigação para idosos.
   Você familiar, cuidador prestem atenção se o idoso que você acompanha está ingerindo todos os grupos de alimentos. Nesta fase da vida, todos os grupos são importantes. Atente para a mstigação, a deglutição e também para a perda de peso inesperada, sem mudança aparente da rotina alimentar. Sinais de dificuldades e perda de peso em idoso é risco para desnutrição e precisa ser avaliada peleo geriatra e tratada pelo nutricionista.


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Benefícios da banana

Bananas são melhores que bebidas esportivas!
Bananas durante exercícios:

As bananas têm sido uma fonte de energia muito apreciada por atletas profissionais e amadores.
Elas são uma rica fonte de potássio e outros nutrientes, e são fáceis para os ciclistas, corredores ou caminhantes carregarem. E uma nova pesquisa, feita com ciclistas de competição, acaba de revelar benefícios adicionais das bananas como alimento para esportistas.
"Nós queríamos ver o que era mais benéfico quando consumido durante exercícios intensos - bananas ou uma bebida esportiva contendo carboidratos," explica o Dr. David C. Nieman, do Laboratório de Desempenho Humano, na Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Embalagem natural:

No estudo, os ciclistas profissionais consumiram, a cada 15 minutos, ou um copo de bebida com carboidrato, ou metade de uma banana, durante uma corrida de estrada de 75 km, com duração de 2,5 a 3 horas. Amostras de sangue foram coletadas antes e após o exercício e analisadas para mais de 100 metabólitos, moléculas associadas com o metabolismo. As bananas forneceram antioxidantes não encontrados nas bebidas esportivas, bem como um maior impulso nutricional, incluindo potássio, fibras e vitamina B6, mostrou o estudo.
    "As bananas vêm pré-embaladas com fibras, nutrientes e antioxidantes," disse Nieman, acrescentando que os resultados são extensíveis a qualquer tipo de exercício.


Açúcares saudáveis:


   Além disso, as bananas têm uma mistura mais saudável de açúcares do que as bebidas isotônicas.
"O modo de exercício não é a questão. Há um monte de atletas que não gostam da ideia de beber bebidas esportivas, que são essencialmente água com açúcar aromatizado", disse ele.
"Esse tipo de pesquisa mostra que você pode ter fontes de carboidratos mais saudáveis antes e depois dos exercícios capazes de sustentar o desempenho esportivo tão bem como uma bebida esportiva," disse Nieman.

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Já bebeu água hoje?


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