Curso de Nutrição e Gastronomia

Você sabe o que é uma contaminação Cruzada?

   A contaminação cruzada é uma transferência de micróbios patogênicos (causadores de doença) de um alimento contaminado (normalmente cru) para outro alimento, diretamente ou indiretamente.
   A contaminação cruzada pode ocorrer na área de manipulação a qualquer momento. Por isso precisamos estar atentos.
   Muita gente não sabe que ao utilizar a mesma faca para cortar uma carne crua, e em seguida a carne já preparada, pode transferir microrganismos que fazem mal à nossa saúde.

   Carnes cruas e vegetais não lavados apresentam grande quantidade de microrganismos causadores de doenças, por isso se não forem manipulados de forma correta, sendo devidamente higienizados e com utensílios como faca, tabua de corte e vasilhas separados, irão contaminar outros alimentos que estão sendo preparados.

   É importante ressaltar que a lavagem das mãos também é essencial, para não ocorrer a transferência dos microrganismos de uma preparação à outra.
Para garantir a segurança de consumo, o processo de cozimento ou lavagem dos alimentos crus não pode ser esquecido.

  Dados do Ministério da Saúde indicam que alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são responsáveis em média, por 34,5% dos surtos de doenças transmitidas por alimentos que ocorrem no Brasil. (ANVISA, 2009).

   O processo de cozimento deve ser feito em uma temperatura maior ou igual a 74ºC, garantindo assim que a maior parte dos microrganismos prejudiciais à nossa saúde sejam eliminados.

   É muito importante tomarmos cuidado para que a contaminação cruzada não ocorra entre os alimentos durante o armazenamento e a manipulação. Se não fizermos a higiene adequada de mãos e utensílios entre uma atividade e outra, a contaminação também poderá ocorrer.

Como evitar a contaminação cruzada:
  • Separe carnes e peixes crus de outros alimentos.
  • Utilize diferentes equipamentos e utensílios, como facas ou tábuas de corte para alimentos crus e para alimentos cozidos.
  • Guarde os alimentos em embalagens ou recipientes fechados, para que não haja contato entre alimentos crus e cozidos.
  • Lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular alimentos crus
  • Alimentos crus devem ser guardados na parte inferior do refrigerador, e os já preparados na parte superior, quando não houver número suficiente de refrigeradores.
  • Não prepare saladas nas tábuas de cortar, que tenham sido usadas com carne crua;
  • Higienize todos os utensílios após serem utilizados.
Fonte: Alimentarumm
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O que é uma UAN

   Uma Unidade de Alimentação e Nutrição é uma unidade de trabalho que desempenha atividades relacionadas à alimentação e nutrição, como o fornecimento de refeições.

   O objetivo de uma Unidade de Alimetação e Nutrição, ou simplesmente Unidade de alimentação é fornecer refeições equilibradas nutricionalmente, com bom nível de sanidade, adequadas ao comensal (consumidor em alimentação coletiva). Esta adequação deve procurar manter a saúde dos clientes, além de buscar desenvolver hábitos alimentares saudáveis.

   Além dos aspectos relacionados à refeição, uma UAN objetiva ainda satisfazer o comensal com o serviço oferecido. “Isto engloba desde o ambiente físico, incluindo tipo, conveniência e condições de higiene de instalações e equipamentos disponíveis, até o contato pessoal entre funcionários da UAN e os clientes, nos mais diversos momentos”.

   O nutricionista é o profissional habilitado para trabalhar em qualquer uma das dimensões citadas acima. Ele atua nas mudanças dos processos, nas condições e ambientes de trabalho.

   O compromisso desse profissional para com a saúde do comensal, não pode ser tratado como algo externo à sua prática profissional, mas como dever de profissão.

   O trabalho do nutricionista, em uma UAN, engloba monitoramento das boas práticas de produção, controle higiênico-sanitário da UAN e das refeições oferecidas e o atendimento aos clientes (Ansaloni, 1999, p. 244).

   Unidade de trabalho ou órgão de uma empresa, que desempenha atividades relacionadas à alimentação e nutrição, como o fornecimento de refeições. A UAN é um subsistema que desempenha atividades-fins ou meios. Para o primeiro caso, colaboram diretamente para a consecução do objetivo final da entidade. Como atividade meio, em indústrias, por exemplo, colaboram para que sejam realizadas da melhor maneira possível as atividades-fins da entidade.

Fonte: Alimentarumm
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Cálculo Renal- Pedra nos Rins

   Cálculos renais, ou pedras nos rins, são formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de cristais existentes na urina. Sua presença pode passar despercebida, sem sintomas, mas pode também provocar dor muito forte que começa nas costas e se irradia para o abdômen em direção da região inguinal. É uma dor que se manifesta em cólicas, isto é, com um pico de dor intensa seguido de certo alívio. Em geral, essas crises podem ser acompanhadas por náuseas e vômitos e requerem atendimento médico-hospitalar.

Causas

* Volume insuficiente de urina, ou urina supersaturada de sais;
* Grande quantidade de cálcio, fosfatos, oxalatos, cistina, ou falta de citrato;
* Distúrbios metabólicos do ácido úrico ou da glândula paratireóide;
* Alterações anatômicas;
* Obstrução das vias urinárias.

Diagnóstico

  Além das evidências clínicas (dor intensa e sinais de sangue na urina), cálculos renais podem ser diagnosticados por raios X de abdômen, ultrassom ou pela urografia excretora, um exame mais específico das vias urinárias.

Sintomas

* Sangue na urina;
* Suspensão ou diminuição do fluxo urinário;
* Necessidade mais frequente de urinar;
* Infecções urinárias.

Tratamento

   Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos. Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores. Os tratamentos podem ser de vários tipos:

* Medicamentos podem ser indicados apenas pelo médico levando em conta a causa da formação dos cálculos. Durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios potentes para aliviar a dor, que é extremamente forte, quase insuportável.

* Litotripsia, ou seja, bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo  que torna sua eliminação pela urina mais fácil.

* Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação.

* Ureteroscopia: por via endoscópica, permite retirar os cálculos localizados no ureter.

Recomendações

* Beba muita água regularmente. De dois a três litros por dia. Essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;

* Utilize um filtro de papel quando houver a possibilidade de estar eliminando um cálculo. A análise de sua composição pode orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;

* O uso de medicamentos contra dor deve ser prescrito pelo médico. Alguns deles são desaconselháveis para pessoas com problemas estomacais ou para gestantes;

* Controle a ingestão de alimentos ricos em proteínas e cálcio, se os cálculos forem formados por excesso de ácido úrico ou cálcio;

* Não se automedique nem faça o próprio diagnóstico. Procure atendimento médico, especialmente se tiver dores intensas
nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.

Fonte: Drauzio Varella
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Obesidade e sono- Tudo a ver


   Entenda porque ter um sono adequado contribui para prevenir a obesidade.

   Com a correria do dia a dia, as exigências da sociedade moderna - com serviços que devem funcionar 24h, trabalho, internet, globalização...– foi se intensificando o desencontro entre os horários convencionais e os criados para atender necessidades específicas, além da redução nas horas de sono.
   Essa dessincronização pode levar a distúrbios do ritmo circadiano, iniciando pelo ritmo vigília-sono.
   Na maioria dos casos, o corpo humano é exposto ao estresse contínuo a partir de tentativas de se adaptar, o mais rapidamente possível, às diferentes horas de trabalho, viagens ou noites sem dormir.
   Estudos recentes mostram que alterações neste ritmo influenciam aspectos relacionados à ao equilíbrio das funções do corpo, como o controle da glicemia, a liberação dos hormônios responsáveis pela fome e saciedade e o controle do peso.
   Uma pessoa com distúrbio do sono fica indisposta e sonolenta o que dificulta a prática de atividade física e as alterações metabólicas dificultam a perda de peso e diminuem o gasto de energia.
   Estudos demonstraram que a privação de sono leva ao aumento da fome e maior consumo de alimentos ricos em gordura e em carboidratos isso pode ser um resultado da alteração dos hormônios que regulam a fome, como a grelina e a leptina.
   
   Durante o sono, os níveis de leptina aumentam, sinalizando que temos energia suficiente para o momento. Na privação de sono esta regulação passa a diminuir os níveis de leptina, resultando assim em aumento da fome e do armazenamento das calorias ingeridas.
   O outro hormônio relacionado ao sono e ao peso é a grelina que é responsável por informar ao cérebro quando você precisa comer.
   Durante o sono, os níveis de grelina diminuem, porque ao dormir você requer bem menos energia do que quando está desperto.
   Pessoas que não dormem o suficiente acabam tendo muita grelina. O corpo interpreta que estaria com fome e precisando de mais calorias. Assim, automaticamente, começa a economizar e reduz a queima de calorias. Por isso preste atenção à duração e qualidade de seu sono, ele pode ser um fator importante para o controle do seu peso.

Dicas para ter uma boa noite de sono:
• Faça refeições leves no período da noite: Escolha alimentos como verduras, legumes e pequenas porções de grãos e massas. Se for um lanche, opte por pães integrais com patês ou geléias, evitando os recheios gordurosos e “pesados”.

• Se estiver com dificuldades para dormir, tome uma bebida quente: Leite morno ou um chá são ótimas opções.

• Para se sentir mais tranqüilo, você pode tomar chás ou cápsulas à base de Passiflora ou Mulungu, são plantas que têm efeito sedativo, acalmando naturalmente. Essa plantas fitoterápicas acalmam durante o dia e proporcionam um sono mais tranqüilo.

• Pratique exercícios físicos: Eles ajudam na liberação de certos hormônios que regulam o sono e deixarão seu corpo cansado na hora de dormir.

• Evite dormir logo após o jantar, o ideal é dar um intervalo de 3 horas antes de dormir

Fonte: Emagrecendo
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Presidência veta parcialmente projeto de lei sobre o Ato Médico


O veto parcial atendeu as diversas reivindicações das categorias profissionais e da sociedade. Um dos principais pontos vetados foi a formulação de diagnóstico nosológico e prescrição terapêutica, que no projeto era exclusividade dos médicos.

Dilma atendeu aos pedidos da sociedade e das profissões da saúde
Confira as razões para o veto, publicadas no blog do planalto:

“Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da Constituição, decidi vetar parcialmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 268, de 2002 (no 7.703/06 na Câmara dos Deputados), que “Dispõe sobre o exercício da Medicina”.

Ouvidos, os Ministérios da Saúde, do Planejamento, Orçamento e Gestão, da Fazenda e a Secretaria-Geral da Presidência da República manifestaram-se pelo veto aos seguintes dispositivos:

Inciso I do caput e § 2o do art. 4o

“I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;”

“§ 2o Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva.”

Razões dos vetos

“O texto inviabiliza a manutenção de ações preconizadas em protocolos e diretrizes clínicas estabelecidas no Sistema Único de Saúde e em rotinas e protocolos consagrados nos estabelecimentos privados de saúde. Da forma como foi redigido, o inciso I impediria a continuidade de inúmeros programas do Sistema Único de Saúde que funcionam a partir da atuação integrada dos profissionais de saúde, contando, inclusive, com a realização do diagnóstico nosológico por profissionais de outras áreas que não a médica. É o caso dos programas de prevenção e controle à malária, tuberculose, hanseníase e doenças sexualmente transmissíveis, dentre outros. Assim, a sanção do texto colocaria em risco as políticas públicas da área de saúde, além de introduzir elevado risco de judicialização da matéria.

O veto do inciso I implica também no veto §2º, sob pena de inverter completamente o seu sentido. Por tais motivos, o Poder Executivo apresentará nova proposta que mantenha a conceituação técnica adotada, porém compatibilizando-a com as práticas do Sistema Único de Saúde e dos estabelecimentos privados.”

Os Ministérios da Saúde, do Planejamento, Orçamento e Gestão e a Secretaria-Geral da Presidência da República opinaram, ainda, pelo veto aos dispositivos a seguir transcritos:

Incisos VIII e IX do art. 4o

“VIII – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário;

IX – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas;”

Razões dos vetos

“Os dispositivos impossibilitam a atuação de outros profissionais que usualmente já prescrevem, confeccionam e acompanham o uso de órteses e próteses que, por suas especificidades, não requerem indicação médica. Tais competências já estão inclusive reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde e pelas diretrizes curriculares de diversos cursos de graduação na área de saúde. Trata-se, no caso do inciso VIII, dos calçados ortopédicos, das muletas axilares, das próteses mamárias, das cadeiras de rodas, dos andadores, das próteses auditivas, dentre outras. No caso do inciso IX, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde já reconhecem o papel de profissionais não médicos no atendimento de saúde visual, entendimento este que vem sendo respaldado no País pelo Superior Tribunal de Justiça. A manutenção do texto teria um impacto negativo sobre o atendimento à saúde nessas hipóteses.”

Incisos I e II do § 4o do art. 4o

“I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;

II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;”

Razões dos vetos

“Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos profissionais médicos um rol muito extenso de procedimentos, incluindo alguns que já estão consagrados no Sistema Único de Saúde a partir de uma perspectiva multiprofissional. Em particular, o projeto de lei restringe a execução de punções e drenagens e transforma a prática da acupuntura em privativa dos médicos, restringindo as possibilidades de atenção à saúde e contrariando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde. O Poder Executivo apresentará nova proposta para caracterizar com precisão tais procedimentos. “

Incisos I, II e IV do § 5o do art. 4o

“I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica;

II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;”

“IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica;”

Razões dos vetos

“Ao condicionar os procedimentos à prescrição médica, os dispositivos podem impactar significativamente o atendimento nos estabelecimentos privados de saúde e as políticas públicas do Sistema Único de Saúde, como o desenvolvimento das campanhas de vacinação. Embora esses procedimentos comumente necessitem de uma avaliação médica, há situações em que podem ser executados por outros profissionais de saúde sem a obrigatoriedade da referida prescrição médica, baseados em protocolos do Sistema Único de Saúde e dos estabelecimentos privados.”

Inciso I do art. 5o

“I – direção e chefia de serviços médicos;”

Razões dos vetos

“Ao não incluir uma definição precisa de ‘serviços médicos’, o projeto de lei causa insegurança sobre a amplitude de sua aplicação. O Poder Executivo apresentará uma nova proposta que preservará a lógica do texto, mas conceituará o termo de forma clara.”

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.”

Fonte: http://www.redepsi.com.br
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Como Controlar a Compulsão por Doces




Fonte: NutriLais
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Peixes oleosos, podem reduzir risco de câncer de mama

Salmão   Comer duas porções de atum, salmão ou sardinha por semana pode ajudar a reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos publicada no periódicoBritish Medical Journal (BMJ). A explicação deve-se ao fato de que esses peixes contêm gordura insaturada, que, ao contrário da gordura saturada, faz bem à saúde.

   "A gordura desses peixes, ao contrário de uma gordura animal qualquer, é benéfica", explica o oncologista Ricardo Marques, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "Esse tipo de gordura poli-insaturada encontrada nos peixes marinhos substitui a gordura que leva a pessoa a engordar. Então, ao consumir peixes oleosos, é como se estivéssemos trocando uma gordura ruim por uma boa."

   O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, analisou os resultados de 26 estudos feitos nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, envolvendo 883.585 participantes e 20.905 casos de câncer de mama. Após a análise, os cientistas concluíram que consumir de uma a duas porções de peixes oleosos (no Brasil, as opções mais comuns são atum, salmão ou sardinha) por semana leva a uma ingestão de gorduras poli-insaturadas marinhas que é suficiente para reduzir em 5% o risco de desenvolver a doença.
   Os grupos que apresentaram as menores chances de desenvolver câncer de mama foram os de mulheres asiáticas. Segundo os autores do estudo, isso aconteceu porque nos países da Ásia o consumo de peixe é maior do que nos países ocidentais. 
  Perda de peso — Para Ricardo Marques, há duas razões que podem explicar por que a gordura insaturada dos peixes pode ajudar a evitar o câncer de mama. Uma está ligada ao fato de que esse tipo de gordura auxilia na perda de peso: "ao engordar, a mulher passa a produzir mais hormônios, e essa maior produção de hormônios aumenta sua chance de ter câncer. Logo, se a gordura encontrada nos peixes ajuda a não engordar, ela também diminui o risco de câncer", esclarece. A outra está relacionada à melhora do sistema imune, o que também favorece a prevenção do câncer. 
   O câncer de mama foi responsável por 14% das mortes de mulheres por câncer no mundo inteiro durante o ano de 2008, segundo informações da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde. Para se prevenir da doença por meio da ingestão dos peixes oleosos, porém, é preciso fazer desse consumo um hábito. "O estudo simplesmente analisou pessoas que comeram esse tipo de peixe ao longo da vida. A prevenção só vai funcionar se a pessoa criar o hábito de comer as duas porções semanais de peixe", afirma Marques.

Fonte: http://veja.abril.com.br
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Teste de vacina contra diabetes tipo 1 é bem-sucedido

   Pesquisadores encontraram uma forma segura de 'ensinar' o sistema imunológico do paciente a não atacar as células produtoras de insulina, problema que caracteriza a doença. Uso clínico da vacina, porém, pode demorar

   Uma equipe de pesquisadores parece ter conseguido desenvolver uma vacina capaz de domar o sistema imunológico de uma pessoa de forma a evitar que ele passe a atacar e destruir as células que produzem insulina – quadro que caracteriza o diabetes tipo 1. Ainda em testes iniciais, a vacina, caso prove ser eficaz e segura em estudos futuros, poderá ser a solução para retardar ou até mesmo evitar a doença. As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine.
   O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, que ocorre quando o sistema imunológico do paciente passa a atacar o próprio organismo. No caso dessa condição, o sistema de defesa reconhece como inimigo e ataca células que produzem a insulina, hormônio que ajuda a glicose a sair da corrente sanguínea e entrar nas células, controlando a taxa de açúcar no sangue. Pessoas com essa doença precisam controlar seus níveis de glicose várias vezes ao dia, além de repor a insulina no organismo.
   A busca por uma vacina que consiga controlar o sistema imunológico e evitar que ele ataque essas células não é algo recente. Segundo esse novo artigo, cientistas estudam uma forma de tornar isso possível há mais de 40 anos. Na maioria das tentativas, o que ocorreu foi que a terapia atacou todo o sistema de defesa do indivíduo, fragilizando a saúde do paciente e o tornando mais propenso a outras doenças, como o câncer, por exemplo.

Ação específica — A nova pesquisa foi feita por especialistas de instituições como a Universidade Leiden, na Holanda, e a Universidade Stanford, Estados Unidos. Segundo os autores, a vacina desenvolvida por eles é feita a partir de um pedaço de DNA geneticamente modificado para conter a resposta imunológica à insulina. A vacina foi criada para destruir apenas as células do sistema imunológico que são prejudiciais, deixando o restante do sistema de defesa intacto.

Segura e eficaz — O teste da vacina envolveu 80 pessoas maiores do que 18 anos com diabetes tipo 1 que faziam tratamento com injeções de insulina. Parte delas recebeu doses dessa vacina e o restante, de placebo. Após 12 semanas recebendo uma dose de vacina ou placebo semanalmente, os pacientes do grupo da vacina ativa apresentaram sinais de que seu corpo estava preservando algumas das células produtoras de insulina no pâncreas sem efeitos adversos. Além disso, a nova vacina diminuiu o número de células do sistema de defesa responsáveis por matar as produtoras de insulina.

   Lawrence Steinman, um dos autores do estudo, admite que a vacina está longe de ser comercializada, mas acredita que esses resultados são suficientes para que um estudo maior em torno do tratamento seja realizado futuramente. A ideia é que a vacina seja testada em 200 pessoas com diabetes tipo 1 para avaliar se ela pode parar a progressão da doença em pacientes jovens antes mesmo de a condição ter causado um dano maior à saúde.

Fonte: http://veja.abril.com.br
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Mulher vai parar no hospital por beber refrigerante em vez de água por 16 anos

Aos 31 anos, ela foi internada em um hospital com desmaios e arritmia, e apresentava uma quantidade muito baixa de potássio na corrente sanguínea




   Uma mulher de 31 anos deu entrada em um hospital do principado de Mônaco, no sul da França, por sofrer desmaios e arritmia cardíaca. Ela não apresentava histórico familiar de problemas cardíacos ou anomalias hormonais e metabólicas. Os primeiros exames revelaram que seus níveis de potássio na corrente sanguínea eram extremamente baixos, quadro que está ligado ao surgimento de sintomas como ritmo anormal do batimento do coração. A paciente apresentava 2,4 milimol de potássio por litro de sangue (mmol/L), enquanto uma mulher da sua idade deveria apresentar um valor entre 3,5 e 5,1 mmol/L.

   Ao analisar o histórico da paciente, os médicos descobriram a provável causa de sua condição: há 16 anos ela havia substituído o consumo de água por refrigerantes de cola. Orientada pelos médicos a mudar rapidamente este hábito, a paciente recuperou em breve os níveis normais de potássio. Após uma semana, seu nível de potássio já era de 4,1 mmol/L.

   Outro sintoma que a paciente apresentava era um intervalo QT muito longo. Essa medida corresponde ao tempo que decorre entre o início da onda Q e o final da onda T do ciclo do coração, e seu aumento é relacionado a arritmia e risco de morte súbita. O intervalo da paciente era de 610 milissegundos, enquanto um tempo normal para ela seria 450 milissegundos.

Pesquisa – Naima Zarqane e Nadir Saoudi, médicos do Centro Hospitalar Princesa Grace, em Mônaco, escrevera um artigo descrevendo o caso, que foi apresentado nesta terça-feira em um evento da Associação Europeia do Ritmo Cardíaco (EHRA, na sigla em inglês).
   Para os autores, existem duas explicações possíveis sobre como o consumo de bebidas de cola leva a uma redução do nível de potássio no sangue. O xarope de milho rico em frutose presente nesses refrigerantes impede a absorção de água pelo intestino, o que pode causar diarreia, que é associada à perda de fluidos que acabam levando o potássio também para fora do organismo. Além disso, a cafeína presente na cola pode reduzir a quantidade de potássio que é reabsorvida pelos rins.
   Pesquisando na literatura médica, os autores encontraram relatos de outros seis casos de consumo excessivo de bebidas à base de cola que trouxeram prejuízos à saúde. Dentre as complicações estavam danos ao tecido muscular, arritmias e um caso de óbito por Torsades de pointes, um tipo raro de arritmia ventricular que pode ocasionar paradas cardiorrespiratórias.
   Para Zarqane, um dos papéis deste estudo é mostrar que os cardiologistas precisam estar atentos à ligação entre o consumo de refrigerantes de cola e a perda de potássio. Segundo ele, os médicos devem perguntar a pacientes que apresentem prolongamento no intervalo QT sobre seus hábitos em relação a bebidas.

   “As pessoas precisam estar atentas aos riscos à saúde oferecidos pelo consumo excessivo de bebidas açucaradas. Isso é importante também para que o governo garanta que a água mineral seja mais barata do que essas bebidas, o que nem sempre acontece”, afirma Saoudi.

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Conheça 5 novos fatores genéticos relacionados a enxaqueca


   Descobertas podem ajudar cientistas a finalmente entender os mecanismos que levam a uma crise de dor de cabeça e a desenvolver tratamentos eficazes
   Uma equipe de cientistas identificou cinco regiões do genoma humano que foram pela primeira vez associadas ao problema. O trabalho, que o grupo afirma ser o maior já realizado sobre a enxaqueca, também confirmou a relação observada por estudos anteriores entre outros sete fatores genéticos e as dores de cabeça.
   A nova pesquisa, feita no Instituto Wellcome Trust Sanger, na Grã-Bretanha, foi publicada neste domingo na revista Nature Genetics. Na opinião dos autores, as descobertas podem ajudar os especialistas a entender o que provoca as crises de enxaqueca, possibilitando, assim, o desenvolvimento de novos tratamentos contra a condição.
   Segundo o artigo, 14% da população adulta mundial sofrem com enxaqueca. Estudar esse problema é algo considerado muito difícil, já que até agora nenhum biomarcador (substância presente no organismo que indica alguma doença) que ocorre durante um ataque de enxaqueca foi identificado. 
   As conclusões do novo estudo foram baseadas na análise de outras 29 pesquisas sobre enxaqueca feitas a partir de amostras do genoma de 118.710 pessoas. 

Influência genética — Os autores identificaram 12 regiões genômicas cujas alterações estão associadas à enxaqueca, sendo que cinco delas foram relacionadas ao problema pela primeira vez. Segundo os resultados, oito dessas regiões estão próximas a genes envolvidos no controle dos circuitos cerebrais e outras duas, de genes responsáveis pela manutenção dos tecidos do cérebro. De acordo com os pesquisadores, portanto, é possível que a regulação dessas duas atividades esteja envolvida na suscetibilidade genética a enxaquecas.
   O grupo também identificou outras 134 regiões genômicas que podem estar envolvidas na maior propensão à enxaqueca, mas as evidências que comprovassem essa relação não foram suficientemente fortes.
   "Esse estudo nos proporcionou um grande avanço nos conhecimentos biológicos sobre as causas da enxaqueca", disse Aarno Palotie, pesquisador do Instituto Wellcome Trust Sanger, em um comunicado divulgado pela instituição. "Trabalhos eficazes que nos forneçam resultados biológicos ou bioquímicos são essenciais se nós quisermos compreender completamente o problema e aprender a lidar com a condição", afirmou Mark Daly, especialista do Hospital General de Massachusetts, da Universidade Harvard, Estados Unidos. 

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Esclareça suas dúvidas sobre amamentação

   Durante a gestação e até na amamentação, surgem algumas dúvidas de qual a maneira correta da criança se alimentar, quanto tempo dura uma mamada, benefícios da amamentação. Selecionamos algumas perguntas e esclarecemos pra você se sentir mais segura e passar tranquilidade pro seu bebê.

Qual a posição correta em que o bebê deve ficar?

   É fundamental que a cabeça, o tronco e o quadril da criança estejam alinhados. A barriga do bebê deve sempre estar voltada para o corpo da mãe e a cabeça, um pouco mais alta do que os pés. "Se o pescoço estiver torto ou virado, o bebê pode engasgar, porque não consegue engolir direito", explica Mônica Pessoto, da Unicamp. A boca da criança deve ainda estar bem aberta, com o lábio inferior virado para baixo e o queixo encostado no peito da mãe.

Quanto o bebê deve mamar?

   A orientação geral é bastante simples: a demanda é livre. Segundo especialistas, fica a cargo do bebê decidir o quanto ele deve mamar, já que a criança se guia pela própria fome. De acordo com Márcia Regina da Silva, do Hospital e Maternidade São Luiz, a única orientação é que a mulher não fique sem amamentar a criança por mais de quatro horas e nem amamente antes de uma hora e meia da última mamada. “Se ele pedir antes desse tempo mínimo é porque, provavelmente, não foi amamentado corretamente antes”.

O que fazer quando a produção de leite não é suficiente?

   Problemas com a quantidade de leite costumam acontecer por quatro motivos: estímulo incorreto do bebê, uso de medicamentos, intervenções cirúrgicas anteriores na mama e estresse. É necessário uma avaliação médica para uma orientação adequada. A recomendação, no entanto, é que a mulher tenha uma alimentação saudável e não consuma bebidas alcoólicas.

Quais os benefícios da amamentação para a mulher?

   Além de ser positiva para o vínculo afetivo entre mãe e filho, a prática ainda é um fator de proteção contra o câncer de colo de útero e de mama e ajuda na redução do peso após o parto. A amamentação ajuda ainda a diminuir o tamanho do útero após o parto, devido à liberação de um hormônio chamado ocitocina.

Quais os benefícios para o bebê?

   Tanto o colostro (leite dos primeiros dias após o parto) quanto o leite maduro fornecem ao bebê diversos benefícios. Eles vão da proteção imunológica contra uma série de doenças e infecções à prevenção da obesidade e ao auxilio na formação da arcada dentária.

Quando é permitido acrescentar alimentos suplementares?

   Durante os seis primeiros meses de vida é importante que o bebê receba apenas o leite materno – nem água é permitida na dieta. Depois desse período, o pediatra dita a ordem em que os alimentos devem ser inseridos em cada caso. Em traçados gerais, a sequência é: suco de frutas, papinha de frutas e papinha salgada. “Mas o leite da amamentação continua fazendo parte da dieta do bebê”, diz Márcia Regina da Silva, do Hospital e Maternidade São Luiz.

O que fazer quando a mulher produz muito leite?

   Nesses casos, o leite pode empedrar dentro da mama. Para evitar esse problema, a mulher precisa massagear os seios e extrair apenas o excesso do leite. Segundo Ana Paula Hosoda, do Hospital Santa Catarina, o indicado é que a extração seja feita manualmente e sem apertar o mamilo. “Com o indicador e o polegar na base da auréola, bem na bordinha, ela empurra o local contra o tórax e, depois, faz a extração do leite”, diz. A especialista alerta ainda que é contraindicado o uso de bolsas quentes na região, uma vez que elas podem estimular ainda mais a produção de leite.

É possível evitar que os seios fiquem doloridos e os mamilos rachem?

   De acordo com especialistas, a principal causa de fissura nos mamilos é a sucção incorreta do bebê. Para evitar que isso aconteça, a criança precisa abocanhar a maior parte escura da auréola, e não apenas o mamilo. Seios muito cheios também acabam dificultando a amamentação, já que a região deixa de estar macia. “Antes e depois de amamentar, a mulher pode também passar um pouco do leite na região, para ajudar na limpeza e na hidratação local”.

Fonte: www.veja.abril.com.br
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Bebês amamentados têm mais chances de subir na vida

   Essa é a conclusão de uma pesquisa britânica com quase 35.000 pessoas acompanhadas desde o nascimento até a vida adulta
   Mais do que garantir um bom desenvolvimento e reduzir o risco de doenças, a amamentação pode ter outro efeito positivo que não tem nenhuma relação direta com quadros de saúde. Segundo uma nova pesquisa britânica, pessoas que foram amamentadas têm uma chance maior de ascender na escala social – ou seja, de se qualificar e conquistar cargos de trabalho mais altos — do que as que não foram amamentadas.
   O estudo, que foi publicado no periódico Archives of Disease in Childhood, se baseou nos dados de dois estudos feitos na Grã-Bretanha – um deles, envolvendo todos os britânicos nascidos na primeira semana de 1958 e o outro, todos os nascidos na primeira semana de 1970. Ao todo, os pesquisadores consideraram os dados de 34.190 pessoas.
   Os autores levaram em consideração informações como quais dos indivíduos foram amamentados quando bebês. Depois, a equipe comparou a classe social do pai dos participantes quando eles tinham dez anos de idade à situação social dos próprios participantes ao completarem 33 ou 34 anos.
   A classe social foi definida nesse estudo dentro de uma escala de um a quatro pontos, que variava de acordo com a qualificação do indivíduo (sem qualificação; semi-qualificado; profissional; cargos gerenciais).

Elevador social — Segundo os resultados, as pessoas que foram amamentadas quando crianças foram "consistentemente mais propensas" a ter ascendido na escala social do que as outras, tanto para quem nasceu em 1958 quanto para os nascidos em 1970. A pesquisa mostrou que a amamentação aumenta em 24% a chance de uma pessoa subir na escala social e também diminui em 20% o seu risco de cair de classe.

   De acordo com o estudo, cerca de um terço do impacto da amamentação sobre a mudança positiva de classe social se deve ao fato de o aleitamento materno melhorar o desenvolvimento cerebral da criança, o que ajuda a aumentar a sua inteligência, e reduzir os seus níveis de stress.

Nutrientes e carinho de mãe — Os autores não souberam definir, porém, se são os nutrientes presentes no leite ou então se é o vínculo estabelecido entre mãe e filho os responsáveis por esses benefícios. "Talvez a combinação do contato físico e dos nutrientes mais adequados e necessários para o crescimento e desenvolvimento cerebral esteja envolvida em uma melhor cognição e nos impactos da amamentação na vida adulta", escreveram os pesquisadores.


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