Curso de Nutrição e Gastronomia

Tatuagens curiosas

   Tem pessoas que gostam tanto de um certo tipo de preparação, que simplesmente a tatuam no corpo.    Confiram algumas dessas tattoo..







E ai, qual alimento você teria coragem de tatuar?

A Terapia Nutricional Funcional atuando no como Anti-Aging

   É sabido que a população mundial está envelhecendo, e este fato é fácil de observar em diversos países do mundo, especialmente nas nações desenvolvidas. Nos Estados Unidos, em 1996, os idosos constituíam mais de 13% da população; em 2030, tal população irá praticamente dobrar. 
   A principal teoria para o envelhecimento é a que se baseia na oxidação de moléculas biológicas por radicais livres. A teoria proposta desde 1956 por Harman acredita que envelhecer envolve várias formas de danos ao DNA, células, tecidos e órgãos, promovidos por espécies reativas de oxigênio oriundas da respiração aeróbia. E, realmente, muitos estudos comprovam que a produção excessiva de EROs está presente em idosos e que muitas doenças crônicas advêm dessa excessiva produção de radicais livres, bem como de metabólitos de reações de oxido-redução.
   Um dos maiores processos que reduz o impacto de dano oxidativo é a função e ação de antioxidantes. Defesas antioxidantes incluem: enzimas que removem os radicais livres, incluindo a superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx); proteínas (metalotioneínas) que diminuem a disponibilidade de pró-oxidantes como o ferro; e os compostos nutrientes e não-nutrientes do sistema antioxidante exógeno, como as vitaminas E, C, os carotenóides e os compostos fenólicos. É importante lembrar que o sistema antioxidante enzimático também depende de nutrientes agindo como cofatores, como o zinco e o cobre na ação da SOD citoplasmática, o manganês na ação da SOD mitocondrial, o ferro como componente estrutural da CAT e o selênio na ação da GPx.
   O processo do envelhecimento está intimamente associado à inflamação. A veracidade desta afirmativa foi reforçada, principalmente, quando diversos estudos começaram a evidenciar que todas as doenças crônicas não transmissíveis estão relacionadas à presença aumentada de mediadores inflamatórios Um dos fatores mais relacionados à inflamação é a adiposidade central, e possivelmente é por essa razão que o envelhecimento de mamíferos pode ser em parte regulado pelo armazenamento central de gordura.
   Além da adiposidade, a dieta ocidental também favorece a inflamação pelo seu elevado teor de gorduras saturadas, trans, carboidratos simples e refinados, laticínios, carnes, além da insuficiente presença de frutas, hortaliças, cereais integrais, sementes, oleaginosas, leguminosas, ácidos graxos essenciais e peixes.

   A seguir apresentamos um exemplo de cardápio contendo alimentos fonte de todos os nutrientes e compostos bioativos anti-aging:

   Apesar de a linha de pesquisa anti-aging ser muito nova, a Nutrição é capaz de modular as causas do envelhecimento, com a oferta de uma dieta rica em antioxidantes e alimentos antiinflamatórios, aliada a uma sutil restrição calórica, além dos compostos bioativos que mimetizam a ação da privação energética – como o resveratrol.
    A partir da aplicação de tais condutas, juntamente com a realização de exames preventivos e mudanças de estilo de vida (prática regular de atividade física, boa qualidade de sono, equilíbrio mental e espiritual), muitas pessoas de meiaidade ou que estão no início da idade adulta poderão ser beneficiadas, visando o aumento considerável de centenários com saúde e qualidade de vida.


30 erros que fazem engordar e prejudicam a saúde

30 erros que fazem engordar e prejudicam a saúdeConfira uma relação de dicas e conselhos que podem turbinar sua dieta...

1. Não tomar café da manhã. Algumas pessoas não têm tempo para tomar o café da manhã, outras, simplesmente não têm fome. Depois de um jejum de, no mínimo, seis horas, o corpo precisa de energia para seguir suas atividades. De acordo com a nutricionista Paula Castilho, a primeira refeição do dia é essencial. "Assim, damos energia para que o corpo possa funcionar e evitamos quadros de hipoglicemia e mal estar", ressalta

2. Tomar muito café ao longo do dia. Um cafezinho fresco é algo irresistível para boa parte dos brasileiros; ele quebra a rotina e representa uma pausa agradável entre as tarefes do dia. Mas como tudo em excesso é prejudicial, com ele também não poderia ser diferente. "O café é bom para o coração, é energético, porém, tem cafeína, que em excesso pode fazer mal para o organismo, principalmente para quem tem histórico de pressão alta", indica Paula

3. Cortar o carboidrato radicalmente da alimentação. Essa é uma técnica que algumas pessoas usam tentando emagrecer alguns quilinhos. Segundo a nutricionista Elaine de Pádua, a primeira resposta do corpo é mesmo o emagrecimento. Mas depois de certo tempo, começam os problemas. "A falta de carboidrato pode causar uma fadiga muito grande, a pessoa vai ficar completamente sem energia, apática, cansada, pode ter queda de cabelo, enfraquecimento das unhas e mau humor"

4. Pular refeições. Com a correria do dia a dia, pular uma refeição acaba sendo um erro bastante comum. "Devemos comer de três em três horas para fazer com que o organismo entenda que ele não vai ficar sem energia, assim, evitamos com que ele armazene em forma de gordura ao invés de queimar", explica Paula. O indicado é tentar fazer, em média, uma refeição a cada três horas, sempre com opções pouco calóricas

5. Não comer verduras e legumes. Segundo Luis Claudio Benevenuto, nutricionista e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o fato de não inserir legumes e verduras é prejudicial porque o corpo terá uma menor ingestão de fibras. "As fibras ajudam com a sensação de saciedade. Se a pessoa não ingere fibras, vai acabar comendo outras coisas que não deveria. Além disso, elas controlam o colesterol, a glicose no sangue, e funcionam como um fator protetor

6. Comer muita pimenta. Para quem gosta de uma boa pimenta, não há limites para ardência. E, segundo a nutricionista Livia Hasegawa, até certo ponto a pimenta pode até ser benéfica, porque possui substâncias antioxidantes. "Além disso, a pimenta vermelha é termogênica, ou seja, tem um efeito de acelerar o metabolismo". Mas o excesso não é recomendado. "Para algumas pessoas, pode levar a alterações no estômago, a uma gastrite ou piora da mesma"

7. Comer um doce no lugar de uma refeição. "Nunca devemos trocar um doce por um prato de comida, o doce possui carboidratos simples que libera açúcar no sangue muito rápido. Além do aumento de peso, ele pode gerar picos de glicemia altos, gerando mal estar", reforça a nutricionista Paula

8. Exagerar nos alimentos light. Muita gente se joga nos alimentos light sem ao menos ler a tabela nutricional presente na caixinha. De acordo com Paula, o principal problema dos alimentos light é a quantidade de sódio. "Sempre olhe no rótulo e veja se o sódio é menor do que 100 mg. O sódio ajuda na retenção de líquidos, aumento de pressão e estética defeituosa do corpo como a celulite"

9. Dieta da sopa. Quem quer emagrecer rapidamente muitas vezes acaba cortando de vez os alimentos sólidos. Mas segundo os especialistas este tipo de restrição pode acarretar uma série de problemas. "Se você comer só sopa, não está trabalhando a mastigação, que é o momento em que o corpo libera uma série de substâncias e enzimas importantes e manda a mensagem para o cérebro da saciedade", explica Elaine

10. Comer muita carne vermelha. Comer carne vermelha em excesso também é um erro comum, especialmente para pessoas que não gostam muito de frango ou peixe. "A carne vermelha possui gordura saturada, isso faz com que o organismo aumente as taxas de colesterol e pode também gerar doenças cardiovasculares com o entupimento de veias. O ideal é consumir carnes magras de duas a três vezes na semana", reforça Paula

11. Excluir radicalmente a carne vermelha do cardápio. Para quem não é muito chegado em carne vermelha, ou é vegetariano, a atenção ao cardápio também deve ser redobrada. "A principal preocupação em não ingerir carne vermelha é não conseguir suprir a quantidade de minerais necessários para o organismo", alerta Paula. Ela explica, no entanto, que se a pessoa tiver uma alimentação variada e rica em nutrientes, é possível excluir a carne e manter a saúde

12. Comer massa no almoço todos os dias. Quem tem um pezinho na Itália e não dispensa uma boa macarronada, no lugar do brasileiríssimo arroz e feijão, deve ficar de olho na saúde. "Um prato só de macarrão deixa de ter as fibras e minerais de um prato mais variado. Além disso, pode ser um prato bem mais calórico, dependendo do molho. É um prato rico em amido, que é um carboidrato que nos dá milhares de moléculas de glicose

13. Não variar nos legumes no prato . "Uma alimentação rica em nutrientes, é uma alimentação colorida. Quanto mais colorido, mais nutrientes antioxidantes ele tem", explica Paula. Segundo ela, o prato ideal tem sempre ter cinco cores diferentes

14. Não comer frutas. Desde crianças, ouvimos que as frutas são ricas em fibras e vitaminas. Só que no dia-a-dia nem sempre conseguimos incluí-las na alimentação. A nutricionista Paula alerta: "as frutas deixam o organismo forte e resistente. As fibras o deixam em equilíbrio, filtrando as toxinas e garantindo seu bom funcionamento"

15. Não mastigar bem. Comer rápido é uma característica do mundo moderno e, às vezes, para ganhar alguns minutos, muita gente mal sente o gosto da comida. "Não mastigar os alimentos leva a um processo de má digestão e ainda a um maior consumo de calorias, já que a sensação de saciedade leva de 15 a 20 minutos para acontecer", explica Livia. Ela ressalta também que o ideal é mastigar de 20 a 30 vezes o alimento ou até que ele fique sem grandes pedaços sólidos

16. Tomar muito refrigerante. De acordo com a nutricionista Paula, o refrigerante não só contribui com o aumento de peso pela quantidade açúcar, como também pode trazer outros problemas. "Os lights e diet podem ser prejudiciais pelo excesso de adoçantes. O ideal é deixar para consumir aos finais de semana de maneira controlada ou substituir por sucos naturais sem açúcar", orienta

17. Tomar líquido na hora da comida. Muito se discute sobre o ato de ingerir líquidos na hora da refeição - o maior medo das pessoas é engodar. Mas segundo o nutricionista Luis, um copo de 200 a 250 ml durante a refeição não vai atrapalhar em nada. "O problema é que as pessoas tomam muito durante a refeição e, se exceder, isso pode atrapalhar na absorção dos nutrientes

18. Não tomar água. "Corpo desidratado pode gerar um envelhecimento precoce e danos nas células, causando um desequilíbrio no organismo", explica Paula. Ela ressalta que o líquido é responsável por funções metabólicas em diversas sínteses do organismo

19. Beber líquido em excesso. "Beba quatro litros de água por dia e seja saudável" - quem nunca leu essa frase estampada em alguma revista e acabou acatando a máxima como uma verdade absoluta. Segundo o nutricionista Luis, pecar pelo excesso pode comprometer o processo de digestão. "A água é o nutriente mais importante do organismo, porque toda reação química depende de água. A boa ingestão de água ao longo do dia faz com que você segure um pouco a alimentação

20. Beliscar o dia todo. O hábito de beliscar é um problema para muita gente. Além de ser uma das causada da obesidade, o ato pode acabar virando uma constante e trazer diversos problemas. "Beliscar alimentos calóricos pode gerar um aumento de peso e a compulsão alimentar", indica Paula

21. Comer em grande quantidade. Para garantir a boa forma não é preciso parar de comer, mas sim, saber fazer escolhas inteligentes e ter bom senso na hora de montar um prato de comida. "O ideal é fracionar as refeições. Quando consumimos muitas calorias de uma só vez, a chance de ingerir excessos é muito grande e isso faz com que nosso organismo estoque em forma de gordura", explica Paula

22. Tomar muito chá verde com o objetivo de emagrecer. De acordo com a nutricionista Elaine, o chá verde tem sim seus benefícios. "Ele possui o epigalato 3, uma sustância que tem uma ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo. Mas a quantidade é pequena, varia entre 5% e 10%", observa. O que significa que tomar chá verde o dia todo não é a solução para o emagrecimento

23. Tomar shakes para substituir as refeições. Os famosos shakes são bem atraentes por prometerem a sensação de saciedade de forma rápida e pouco calórica, mas os especialistas não incentivam o hábito. "O shake é um produto processado, o que foge da ideia de uma alimentação natural. Tomar shake ainda pode levar a um período menor de saciedade e inclusive à deficiência de algum nutriente, como vitaminas e minerais", explica Livia

24. Mistureba no prato. Quem nunca cometeu exageros na hora da fome no restaurante por quilo? Basta dar uma olhadinha nos pratos mais lotados para se comprovar a presença de arroz, macarrão, comida japonesa, feijoada e muitas outras combinações um tanto quanto estranhas. A prática, no entanto, é um erro, segundo explica a nutricionista Paula. "O ideal é consumir um grupo de alimentos a cada refeição. A mistura de grupos acaba deixando o prato mais calórico"

25. Se segurar o dia todo e compensar na "gula' à noite. De acordo com a nutricionista Elaine, este é um péssimo hábito, especialmente porque à noite o metabolismo fica mais lento. "É o momento do dia em que você tem que comer menos, porque não vai ter um gasto de energia considerável, e seu corpo esta se preparando pra descansar. Além disso, o fato de comer muito pode causar insônia e pesadelos", pontua

26. Misturar dois carboidratos no prato . Apesar de esta combinação ser uma das grandes vilãs das dietas, a nutricionista Paula explica que a mistura pode ser feita desde que as porções sejam divididas de forma que somem uma porção. "Por exemplo, se for comer purê de batatas, coma apenas duas colheres de sopa, com duas de arroz", orienta

27. Almoçar ou jantar cada dia em um horário. Para quem tem rotina, fica fácil se organizar para fazer as refeições todos os dias no mesmo horário. Mas para quem tem um trabalho um pouco mais atípico isso já fica mais difícil. O maior problema nesse sentido é o período de jejum que se forma, segundo o nutricionista Luis. "As pessoas acabam comendo muito mais do que deveriam, fica aquele sentimento de 'pobre de mim, posso tudo porque fiquei o dia todo sem comer'"

28. Mastigar chiclete o dia todo. Mastigar, mastigar e mastigar, sem mandar nada para o estômago. Este é outro hábito que está sempre na mira dos especialistas. "Toda vez que a pessoa mastiga o chiclete, acaba ativando a produção de enzimas na boca, e a tendência é cada vez ter mais fome", ressalta Elaine. Para quem não abre mão do hábito, o indicado é optar pelas versões sem açúca

29. Comer ração humana no lugar de uma refeição. A ração humana virou uma febre há alguns anos, quando surgiu com a promessa de saciar a fome e ajudar na perda de peso. No entanto, segundo a nutricionista Livia, não deve ser consumida com o intuito de emagrecimento. "Além disso, o consumo dos mesmos ingredientes todos os dias acaba enjoando e até mesmo gerando um processo alérgico"

30. Excesso de açúcar e de sal. Estes são alguns dos maiores vilões da alimentação. "Além de aumentar o peso, o açúcar acaba aumentando o triglicérides. O ideal é substituir por adoçantes naturais, açúcar mascavo ou mel", indica Paula. Já o sal em excesso é o inimigo da pressão alta e dos problemas cardiovasculares, além de contribuir para a retenção de líquido. "Substitua por temperos naturais e coloque o sal apenas no momento da refeição


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Você sabe a diferença entre intoxicação, intolerância e alergia alimentar?


   Intoxicação, intolerância e alergia alimentar podem apresentar os mesmos sintomas, mas possuem causas bastante diferentes. Algumas características, porém, nos indicam como se define cada caso: 
  • Intoxicação alimentar: quando ingerimos alimentos contaminados por microorganismos ou produtos químicos tóxicos. 
  • Intolerância alimentar: nesse caso, o organismo é incapaz de metabolizar o alimento, seja pela falta ou pela deficiência de algumas enzimas que digerem nossa comida. A intolerância pode ser congênita ou adquirida.
  • Alergia alimentar: aqui o nosso sistema imunológico se volta contra alguma substância presente no alimento, causando uma resposta que pode variar de grau de intensidade. As alergias podem apresentar sintomas leves – como uma vermelhidão na pele– ou outros mais graves, como o edema de glote, que pode ser fatal.

Paisagens feitas com comidas

     O fotografo britânico Carl Warner inovou, com suas paisagens feitas de comida, muito criativo e muito técnico, ele cria foodscapes “uma fusão das palavras food (comida) e landscape (paisagens)” aonde batatas são pedras, brócolis arvores, pães são montanhas, para quem se interessar as imagens foram reunidas no livro “Food Landscapes” confira alguma das imagens.






Benefícios da Manga

Confira quais são os Benefícios da Manga:
Benefícios da Manga

Dicas para encarar o fim do horário de verão

Horário de verão termina à meia-noite deste sábado. Relógios devem ser atrasados em uma hora em Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste

   Não se esqueça: à meia-noite deste sábado, chega ao fim o horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Iniciado em 21 de outubro do ano passado, ele tem como objetivo reduzir a demanda de energia no país, principalmente no horário de pico, que vai das 18h às 21h. Este é o período em que a iluminação pública é ativada e as famílias retornam para casa, e ligando aparelhos eletrônicos, como TV, ventiladores e micro-ondas. 
   A economia de energia, conforme previsão do Ministério de Minas e Energia (MME), fica em torno de 5%. Diferente da conta de luz para o consumidor, que tem uma alteração bem mais modesta, na casa de 0,5%, em média. Os benefícios da adoção da medida são redução na necessidade de construção de usinas geradoras de energia, menor carregamento em ilhas de transmissão, subestações e sistemas de distribuição.
   O horário de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. O período de vigência é variado, mas a média nos últimos 20 anos está em torno de 120 dias.

Dicas para encarar a mudança

— Se você trabalha no dia seguinte, volte para casa cedo, mesmo sendo sábado de festa

— Deite num ambiente escuro, silencioso e com temperatura agradável

— Iluminar o quarto ao amanhecer ajuda a driblar o sono, nos primeiros dias após o fim do horário de verão

— Tente não consumir cafeína (presente no café ou no chimarrão) antes de ir deitar, pois são bebidas estimulantes

— Não faça exercícios intensos, principalmente após as 21h, porque será mais demorado para dormir

— Tente não comer demais no jantar, nem dormir sem comer

— Não tome banho muito frio e nem muito quente

Refrigerantes controversos

refri2_   A metade dos brasileiros adultos está obesa ou com excesso de peso. A continuarmos nesse passo, em dez anos estaremos tão gordos quanto os americanos. Lá, 30% dos adultos estão na faixa do excesso de peso, 30% são obesos, e 10% sofrem de obesidade grave.
   Para eles, conter essa epidemia virou prioridade governamental, porque os custos das doenças crônicas associadas à obesidade serão insuportáveis para o sistema de saúde. Imaginem para o nosso.
  As autoridades sanitárias americanas travam uma queda de braço desigual com a indústria alimentícia, as cadeias de fast food, as associações que representam os restaurantes, as empresas de publicidade e os lobistas.
   Está na ordem do dia a proposta do aumento de impostos sobre os refrigerantes açucarados. Como essa discussão será um dia será travada entre nós – quando a saúde pública for levada a sério nestas paragens-, vou resumir um debate publicado no The New England Journal of Medicine.
  Para escrever a favor da taxação, a revista convidou o médico Thomas Farley, do Departamento de Saúde de Nova York. Ele diz o seguinte:

1) As companhias fazem de tudo para promover o consumo de refrigerantes altamente calóricos. O apelo toma partido da preferência do paladar humano pelos sabores doces.

2) As embalagens estão cada vez maiores e baratas, e podem ser fechadas novamente para garantir consumo contínuo. São vendidas em máquinas e distribuídas nas estantes mais vistosas de supermercados e lojas de conveniência.

3) A população continua a engordar, apesar de saber que calorias em excesso são as principais responsáveis pelo sofrimento causado pela obesidade. O apelo dos refrigerantes com açúcar e das técnicas de marketing para promovê-los é mais forte do que a força de vontade dos adultos. O que esperar das crianças?

4) Se um produto distribuído nas escolas causasse doença, todos pressionariam as autoridades para regulamentá-lo. Por que não fazer o mesmo com os refrigerantes que contribuem para a obesidade infantil?

5) A educação sempre é apresentada como alternativa às políticas aplicadas à solução dos problemas de saúde. De fato, é necessário alertar para os riscos das bebidas e alimentos obesogênicos, mas a educação sozinha não resolverá o problema. É fundamental criar um ambiente alimentar que não exponha crianças e adultos às quantidades absurdas de açúcar contidas nos refrigerantes.

Contra a taxação, argumentam David Just e Brian Wansink, economistas da Universidade Cornell:

1) Não há dúvida de que os refrigerantes com açúcar contribuem para a obesidade, especialmente nas crianças. Nesse caso, regulamentar preço, conteúdo, disponibilidade e o marketing, parece sensato: se criarmos uma lei que proíba as crianças de tomar refrigerantes, elas não tomarão. Mas é preciso cuidado, a proibição do álcool no passado foi um desastre.

2) Cercear o acesso a um produto altera o padrão de consumo de outros. Se afastarmos os refrigerantes das crianças, elas tomarão outras bebidas; sucos adocicados, por exemplo. No estudo que acabou conhecido como Coke to Coors conduzido em Utica, no Estado de Nova York, a taxação de refrigerantes provocou aumento nas vendas de cerveja.

3) Quando uma autoridade impõe regras dietéticas para as crianças, a tendência delas é contestá-las. Será triste criarmos involuntariamente uma geração de fanáticos por refrigerantes.

4) O uso de estratégias comportamentais é mais eficaz. Diminuir a visibilidade dos refrigerantes com açúcar e aumentar a das frutas e dos vegetais, tornando-os mais atrativos através da associação com heróis como Batman — como foi feito no passado com Popeye e o espinafre –, pode gerar hábitos saudáveis mais duradouros sem criar associações de defensores do direito de tomar refrigerantes.

5) O universo de alimentos que contribuem para a obesidade infantil é muito maior do que o dos refrigerantes com açúcar.


Benefícios do Maracujá

   Todas as partes do maracujazeiro e da fruta oferecem benefícios à saúde. Veja como aproveitar cada uma delas
   Além do sabor azedo, que cai bem no clima tropical, o maracujá é recheado de nutrientes, tem uma forte ação antioxidante e pouquíssimas calorias. "O maracujá é rico em vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, fósforo, sódio e potássio", enumera a nutricionista Paula Fernandes Castilho, diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo. "Ele conta com bastante vitamina A e C e muita fibra solúvel", acrescenta a nutricionista Vanderlí F. Marchiori, de São Paulo. 

100% aproveitável 
   E não é só a polpa que merece atenção. Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que a casca do maracujá evita os picos de insulina, muito perigosos para os diabéticos, combate o mau colesterol e ainda ajuda a emagrecer. Nas sementes, por sua vez, pode ser encontrado um óleo com boa quantidade de ácidos graxos, muito apropriado para uso na cozinha ou até em cosméticos, graças à sua ação emoliente e antioxidante. E as folhas do maracujazeiro oferecem igualmente benefícios. Nelas fica a maior parte dos ativos por trás da ação tranquilizante. 
   Os cientistas já perceberam que essa planta guarda muitas outras surpresas. A aposta nela é tão grande que foi criada uma associação de pesquisadores para desvendar seus segredos. "Ela é composta de 27 instituições brasileiras de renome, como a Universidade de São Paulo e a Universidade de Brasília, além de duas internacionais", conta a pesquisadora Ana Maria Costa, da Embrapa Cerrados, que coordena a rede. "Uma das metas é estudar as variedades de espécies nativas, estimadas em cerca de 200", ela explica.     Tanto empenho tem valido a pena. A equipe descobriu que algumas delas combatem o diabete, os problemas do coração, as enxaquecas, o estresse, a tensão pré-menstrual, os tremores e a obesidade, além de contribuírem para a regeneração celular. "Muitas não são conhecidas pelo público, por isso agora estamos trabalhando com o intuito de colocá-las no mercado, o que deve acontecer em breve", diz Ana Maria. 

Ele é mesmo calmante?
   Sim. Ele contém alcaloides e flavonoides, substâncias que agem no sistema nervoso central e atuam como tranquilizantes, analgésicos e relaxantes musculares. "Por isso ajudam a combater a ansiedade, a depressão e os distúrbios do sono", esclarece Paula Fernandes Castilho, especialista também em fitoterapia. "Mas não é indicado usar as folhas diretamente para fazer chá em casa, já que elas têm compostos tóxicos", alerta Ana Maria Costa. 

Raio x da planta
Todas as partes do maracujazeiro oferecem benefícios à saúde. Veja como aproveitar cada uma delas:

Com elas são feitos medicamentos e chás. Mesmo quem não aprecia o gosto pode tirar proveito de sua ação calmante usando a infusão como base de sucos.

Folhas   Com elas são feitos medicamentos e chás. Mesmo quem não aprecia o gosto pode tirar proveito de sua ação calmante usando a infusão como base de sucos.

É rico em nutrientes e seu suco é ingrediente precioso em receitas como mousses, bolos, molhos para salada, vinagretes e até farofas.

Fruto
   É rico em nutrientes e seu suco é ingrediente precioso em receitas como mousses, bolos, molhos para salada, vinagretes e até farofas.
Ela é rica em pectina, um tipo de fibra que arrasta gorduras para fora do organismo. É consumida na forma de farinha, misturada em sucos e iogurtes.

Casca
   Ela é rica em pectina, um tipo de fibra que arrasta gorduras para fora do organismo. É consumida na forma de farinha, misturada em sucos e iogvurtes.
Trituradas, entram na fabricação de esfoliantes. Já o óleo extraído delas serve para temperar saladas.

Sementes
   Trituradas, entram na fabricação de esfoliantes. Já o óleo extraído delas serve para temperar saladas.

Conheça mais sobre autismo

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

* Inabilidade para interagir socialmente;

* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;

* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

   O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
   Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

Sintomas
   O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

   Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

Diagnóstico
   O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Tratamento
   Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
   Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Recomendações

* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;

* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;

* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;

* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;

* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.


Algumas características que podem ajudar os pais a identificar se seus filhos tem autismo: 







Alimentação errada aumenta a agressividade nas pessoas

   Além de prejudicar o organismo, alimentos gordurosos também alteram negativamente o humor. A conclusão veio de uma pesquisa realizada na universidade de Linkopingn, na Suécia.

   Realizada com 18 voluntários, que seguiram um plano nutricional que incluiu muita comida de lanchonete, com alimentos fritos e açucarados. Os participantes praticaram menos atividades físicas, se tornando mais sedentários. O humor de todos os participantes apresentou uma baixa à medida que os alimentos eram consumidos.

   Já os alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, como peixes, abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas e, em menor quantidade, espinafre, couve e pepino, ao contrário, proporcionam sensações de bem-estar e melhoram a memória.

 Alguns especialistas acreditam que o cérebro se altera quando é privado dessas substâncias nutritivas essenciais. Como o organismo é incapaz de produzi-las, é preciso obtê-las por meio da alimentação, consumindo, por exemplo, peixes e algas.

   Outros estudos demonstraram que a depressão e o transtorno bipolar se manifestam com mais frequência em quem consome menos ômega 3. Os cientistas da universidade Colúmbia, de Nova York, consideram a falta desse componente nutritivo um indicativo de risco de suicídio.

Conheça os Benefícios da Laranja

   Conheça os Benefícios da Laranja


   A laranja deixou de ser um fruto típico dos meses entre janeiro e março, e assim passou a se tornar uma regalia presente em todos os meses do ano, sob diferentes formatos e com um preço popular. Esta fruta de sabor inigualável, que faz a alegria na mesa dos brasileiros, principalmente como suco, além da famosa e conhecida vitamina C, a laranja conta também com flavonóides, pectina, fibras, ferro, fósforo, magnésio, potássio, cálcio e ácido fólico, que aumentam o seu poder nutritivo. O principal benefício da laranja é a sua propriedade antioxidante, a qual dispõe mais de 170 diferentes tipos de fotoquímicos, incluindo mais de 60 flavonóides que possuem ação anti-inflamatória, previnem a formação de coágulos no sangue e combate o tumor. Além destes, a laranja tem muitos outros benefícios para a saúde, como:

-Estimula as funções intestinais;
-Corrige a acidez excessiva do organismo;
-Diminui os problemas digestivos;
-Controla a pressão sanguínea;
-Previne gripes e infecções;
-Reforça as defesas do organismo;
-Combate o colesterol;
-Estimula o sistema circulatório contra inflamações das veias;

   No bagaço da laranja é onde são encontrados a maior patê das fibras, sendo que é na parte branca é que se encontra a pectina, que possui funções distintas para o organismo, sendo que na boca a mesma se insere nos sulcos gengivais e previne a cárie dentária. Já no estômago, ela aumenta o volume do alimento resultando na sensação de saciedade, e no intestino grosso, a pectina é fermentada e auxilia na produção de substâncias que combatem o câncer de intestino grosso. Além disso, é o bagaço da laranja estimula o funcionamento do intestino, isto é, uma fruta ideal para quem sofre com intestino preso.
   O suco da laranja é fonte de potássio que auxilia no controle da pressão arterial, que também possui betacaroteno que é um renovador celular, e vitamina C que aumenta a facilidade da absorção do ferro encontrado em vários alimentos, como o feijão, e ainda faz bem para a pele. Assim, para que você aproveite ao máximo dos os nutrientes oferecidos pelo suco de laranja, faça-o no liquidificador ou em uma centrífuga ao invés do utensílio manual, já que com o ato de espremer muitos nutrientes não serão aproveitados.
   Uma dica interessante e que poucos sabem é que tomar um copo de suco de laranja antes da corrida ou caminhada, você terá maior energia, e ainda auxiliará na diminuição do colesterol ruim e hidratará o corpo. Além disso, procure consumir a vitamina C juntamente com a vitamina E, assim estes antioxidantes se tornaram mais potentes, sendo que vitamina E são facilmente encontrada em semente de girassol, amêndoa, grão de bico e pimentão.


Conheça alguns tipos de micróbios

   Continuando o artigo anterior sobre a relação dos micróbios com o câncer, conheça alguns micróbios, o que ele pode causar no organismo e qual a relação deles com o câncer.

<strong>Nome científico:</strong> <i>Helicobacter pylori</i></br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Bactéria associada a gastrite e úlceras.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> No estômago.</br>
<strong>Como:</strong> O micro-organismo deflagra uma inflamação recorrente no estômago, além de dificultar a cicatrização de lesões ali. Anos de incêndio favorecem o surgimento de células cancerosas.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Sim. Diante de sintomas de queimação ou dor estomacais frequentes, vale procurar um médico e se submeter a uma endoscopia. Se confirmada a presença da <i>H. pylori</i>, devem ser receitados antibióticos capazes de eliminá-la.
H. pylori

Nome científico: Helicobacter pylori
O que é e o que causa: Bactéria associada a gastrite e úlceras.
Onde pode provocar câncer: No estômago.
Como: O micro-organismo deflagra uma inflamação recorrente no estômago, além de dificultar a cicatrização de lesões ali. Anos de incêndio favorecem o surgimento de células cancerosas.
É possível prevenir? Sim. Diante de sintomas de queimação ou dor estomacais frequentes, vale procurar um médico e se submeter a uma endoscopia. Se confirmada a presença da H. pylori, devem ser receitados antibióticos capazes de eliminá-la.


<strong>Nome científico:</strong> Papilomavírus humano, sobretudo os tipos 16, 18, 31 e 45.</br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Trata-se de um vírus transmitido no contato sexual que pode propiciar lesões principalmente nos órgãos genitais.
</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> No colo do útero, na vagina, no ânus, no pênis, na boca e na garganta.</br>
<strong>Como:</strong> O micro-organismo deflagra uma inflamação recorrente no estômago, além de dificultar a cicatrização de lesões ali. Anos de incêndio favorecem o
 surgimento de células cancerosas.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Sim. Por meio da vacinação, liberada hoje para garotos e garotas de 9 a 26 anos. O preservativo minimiza o contágio, mas não impede a transmissão por completo.
HPV
Nome científico: Papilomavírus humano, sobretudo os tipos 16, 18, 31 e 45.
O que é e o que causa: Trata-se de um vírus transmitido no contato sexual que pode propiciar lesões principalmente nos órgãos genitais.
Onde pode provocar câncer: No colo do útero, na vagina, no ânus, no pênis, na boca e na garganta.
Como: O micro-organismo deflagra uma inflamação recorrente no estômago, além de dificultar a cicatrização de lesões ali. Anos de incêndio favorecem o surgimento de células cancerosas.
É possível prevenir? Sim. Por meio da vacinação, liberada hoje para garotos e garotas de 9 a 26 anos. O preservativo minimiza o contágio, mas não impede a transmissão por completo.

<strong>Nome científico:</strong> Herpes vírus tipo 8 (HHV8).</br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Pertence à família dos vírus do herpes, mas este ataca para valer a pele e outros tecidos de portadores de aids.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> O herpes tipo 8 origina o chamado sarcoma de Kaposi, um tumor de múltiplas manifestações — lesões roxas e deformadoras na pele, complicações gástricas e pulmonares... — praticamente exclusivo de pessoas com aids.</br>
<strong>Como:</strong> O vírus se aproveita da baixíssima imunidade para se replicar, atacar novas áreas e propiciar alterações que culminam no câncer.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Sim, mas de forma indireta. Não há como evitar a infecção em si, mas, ao impedir que a aids arruíne as defesas, o coquetel anti-HIV diminui o risco desse mal.
Herpes tipo 8

Nome científico: Herpes vírus tipo 8 (HHV8).
O que é e o que causa: Pertence à família dos vírus do herpes, mas este ataca para valer a pele e outros tecidos de portadores de aids.
Onde pode provocar câncer: O herpes tipo 8 origina o chamado sarcoma de Kaposi, um tumor de múltiplas manifestações — lesões roxas e deformadoras na pele, complicações gástricas e pulmonares... — praticamente exclusivo de pessoas com aids.
Como: O vírus se aproveita da baixíssima imunidade para se replicar, atacar novas áreas e propiciar alterações que culminam no câncer.
É possível prevenir? Sim, mas de forma indireta. Não há como evitar a infecção em si, mas, ao impedir que a aids arruíne as defesas, o coquetel anti-HIV diminui o risco desse mal

<strong>Nome científico:</strong> Vírus da hepatite B (HBV) e Vírus da hepatite C (HCV).</br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Eles se alojam no fígado e passam a arrasar suas células. O tipo B é transmitido sexualmente e o C por contato com sangue contaminado.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> No fígado.</br>
<strong>Como:</strong> Os vírus contribuem para a doença, assim como as transformações locais ocasionadas pela cirrose, fruto de anos de hepatite não controlada.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Existe vacina para hepatite B. Mas, mesmo se o vírus B ou C já infectou o corpo, o fundamental é buscar um diagnóstico precoce e tratar o problema, que, diga-se, é silencioso..
Hepatites B e C

Nome científico: Vírus da hepatite B (HBV) e Vírus da hepatite C (HCV).
O que é e o que causa: Eles se alojam no fígado e passam a arrasar suas células. O tipo B é transmitido sexualmente e o C por contato com sangue contaminado.
Onde pode provocar câncer: No fígado.
Como: Os vírus contribuem para a doença, assim como as transformações locais ocasionadas pela cirrose, fruto de anos de hepatite não controlada.
É possível prevenir? Existe vacina para hepatite B. Mas, mesmo se o vírus B ou C já infectou o corpo, o fundamental é buscar um diagnóstico precoce e tratar o problema, que, diga-se, é silencioso.


<strong>Nome científico:</strong> <i> Schistosoma haematobium.</i></br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Trata-se de um verme parasita, comum na África subsaariana, por trás de dores no ventre e complicações na bexiga. É parente do Schistosoma mansoni, encontrado no Brasil — este, porém, ainda não é apontado como causador de câncer.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> Na bexiga.</br>
<strong>Como:</strong> O ciclo de reprodução do verme passa pela bexiga, irritando o órgão, até incentivar tumores no local.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Isso depende do saneamento básico e do tratamento de rios e lagos. O contágio se dá principalmente pelo contato com água contaminada.

Esquistossomose
Nome científico: Schistosoma haematobium.
O que é e o que causa: Trata-se de um verme parasita, comum na África subsaariana, por trás de dores no ventre e complicações na bexiga. É parente do Schistosoma mansoni, encontrado no Brasil — este, porém, ainda não é apontado como causador de câncer.
Onde pode provocar câncer: Na bexiga.
Como: O ciclo de reprodução do verme passa pela bexiga, irritando o órgão, até incentivar tumores no local.
É possível prevenir? Isso depende do saneamento básico e do tratamento de rios e lagos. O contágio se dá principalmente pelo contato com água contaminada.

<strong>Nome científico:</strong> Epstein-barr vírus.</br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Vírus da família herpes transmitido pela saliva. É, na maioria das vezes, assintomático. Pode causar, porém, a mononucleose, ligada a inchaços nos gânglios, febre e comprometimento do fígado e do baço.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> No sistema linfático, uma rede de gânglios que mantém, entre outras coisas, a imunidade, e nas regiões do nariz e da faringe.</br>
<strong>Como:</strong> O vírus ataca especialmente células de defesa e se replica a ponto de promover alterações pré-câncer. Está associado sobretudo a alguns tipos de linfoma.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Não há vacina contra o vírus. Diante de um quadro sintomático, o ideal é monitorar e tratar. No entanto, ainda é difícil falar na prevenção dos tumores ligados a ele.


Epstein-barr

Nome científico: Epstein-barr vírus.
O que é e o que causa: Vírus da família herpes transmitido pela saliva. É, na maioria das vezes, assintomático. Pode causar, porém, a mononucleose, ligada a inchaços nos gânglios, febre e comprometimento do fígado e do baço.
Onde pode provocar câncer: No sistema linfático, uma rede de gânglios que mantém, entre outras coisas, a imunidade, e nas regiões do nariz e da faringe.
Como: O vírus ataca especialmente células de defesa e se replica a ponto de promover alterações pré-câncer. Está associado sobretudo a alguns tipos de linfoma.
É possível prevenir? Não há vacina contra o vírus. Diante de um quadro sintomático, o ideal é monitorar e tratar. No entanto, ainda é difícil falar na prevenção dos tumores ligados a ele.

<strong>Nome científico:</strong>Citomegalovírus. </br>
<strong>O que é e o que causa:</strong> Outro vírus integrante da gangue dos herpes. Está presente na maioria da população, mas se manifesta apenas com a imunidade baixa — e os sintomas lembram os da mononucleose.</br>
<strong>Onde pode provocar câncer:</strong> Nas glândulas salivares.</br>
<strong>Como:</strong> Ainda não se sabe se o vírus causa o câncer em si ou se somente acelera sua progressão. Ele parece ampliar a capacidade de crescimento do tumor.</br>
<strong>É possível prevenir?</strong> Mais um caso em que não há vacina. A infecção precisa ser flagrada e remediada para não trazer complicações — especialmente no caso de crianças e pessoas imunodeprimidas.
Citomegalovírus

Nome científico:Citomegalovírus.
O que é e o que causa: Outro vírus integrante da gangue dos herpes. Está presente na maioria da população, mas se manifesta apenas com a imunidade baixa — e os sintomas lembram os da mononucleose.
Onde pode provocar câncer: Nas glândulas salivares.
Como: Ainda não se sabe se o vírus causa o câncer em si ou se somente acelera sua progressão. Ele parece ampliar a capacidade de crescimento do tumor.
É possível prevenir? Mais um caso em que não há vacina. A infecção precisa ser flagrada e remediada para não trazer complicações — especialmente no caso de crianças e pessoas imunodeprimidas.

A relação dos micróbios com o câncer

   Um entre cada seis tumores é provocado pelo ataque de vírus, bactérias e companhia. Investigamos como as infecções abrem brecha para a doença e quando é possível prevenir a dupla ameaça
   Os micro-organismos retratados ao longo desta reportagem fazem parte de uma mesma quadrilha: após invadir o corpo humano e se reproduzir dentro dele, têm a capacidade de criar condições propícias para um câncer aparecer. Quem pensava que a atuação desses criminosos invisíveis a olho nu não representava perigo em larga escala vai se impressionar com os números colhidos por um estudo recém-publicado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, com dados de 184 países. De 12,7 milhões de novos casos da doença registrados em 2008, pelo menos 2 milhões estão intimamente associados a infecções. O inquérito ainda descobriu que, se as agressões virais ou bacterianas fossem frustradas a tempo, cerca de 1,5 milhão de vidas seriam poupadas. 
   "A participação das infecções no câncer ainda é subestimada, sobretudo nos países em desenvolvimento, locais mais acometidos por esse problema", analisa a epidemiologista francesa Catherine de Martel, uma das líderes do trabalho. "Enquanto na América do Norte os micro-organismos estão por trás de 3% dos tumores, na África subsaariana um terço de todos os cânceres tem origem infecciosa ", conta. Esses males apresentam, portanto, uma conexão com o grau de desenvolvimento da região — e do acesso à informação e ao meio médico. 
  Chama atenção outro dado coletado pelo estudo internacional: 95% dos casos de câncer ligados a infecções são protagonizados pelo HPV, a bactéria H. pylori e os vírus das hepatites B e C. Contrair um desses bichos não prediz o aparecimento de um tumor no futuro, mas, claro, aumenta consideravelmente essa probabilidade. Tudo depende do tempo que cada um dos tipinhos nefastos está ali e da propensão do hospedeiro. Há, contudo, algumas nuances que acompanham esse raciocínio. "Hoje acreditamos que não existe câncer de colo de útero sem HPV", afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. "Já a presença da H. pylori não significa necessariamente que o indivíduo terá a doença no estômago. Mas buscamos erradicar a bactéria para reduzir o risco", completa o oncologista Samuel Aguiar Júnior, do Hospital A.C. Camargo, na capital paulista. 
    Micro-organismos dispõem de vários meios para semear, às vezes até sem querer, o mal. Nas hepatites B e C, por exemplo, se observa um duplo estímulo pró-câncer. "Os vírus em si induzem alterações nas células do fígado que favorecem o problema, principalmente o tipo B. Além disso, a cirrose, decorrente de décadas de hepatite sem tratamento, contribui para o surgimento do tumor ali", explica o infectologista Evaldo de Araújo, do Laboratório de Hepatites Virais do Hospital das Clínicas de São Paulo. 
   Recentemente, outro agente infeccioso foi parar em julgamento. É o citomegalovírus, bastante comum na população, mas cuja passagem ou permanência no organismo raras vezes dá sintoma. O réu é acusado de estar envolvido em tumores de glândula salivar, mas ainda não se comprovou em seres humanos se ele realmente provoca o tormento. Até o momento, o meliante carrega mais a culpa de dar força para o problema já instalado. "O processo de proliferação e disseminação do câncer se acelera na presença do vírus", explica a bióloga Maria Cristina Carlan da Silva, da Universidade Federal do ABC, na Grande São Paulo. 
   Outros vírus e bactérias estão sob investigação por possíveis alianças com o câncer. Uma associação explorada nos últimos anos é a da doença periodontal — que começa com uma gengivite e pode levar à perda dos dentes — com tumores na cavidade oral. "Sabemos que micro-organismos da placa bacteriana liberam compostos cancerígenos, mas ainda não foi estabelecida uma relação direta", diz Cláudio Pannuti, professor de periodontia da Universidade de São Paulo. "É comum, no entanto, flagrarmos uma higiene dental deficitária entre pacientes com câncer bucal." 
   Os micróbios costumam trabalhar a favor dos tumores de modo mais indireto também. Basta pensar em infecções que deprimem o sistema imune, como a do HIV. "Os soropositivos que desenvolvem aids correm maior risco de alguns tumores, como os provocados por vírus oportunistas", conta a infectologista Roberta Schiavon Nogueira, da Sociedade Paulista de Infectologia. "Daí a necessidade de detectar o HIV e entrar com o tratamento quanto antes", completa. 
   Até a flora intestinal, nossa coleção particular de bactérias, influenciaria a probabilidade de ter um câncer, especialmente nos confins do aparelho digestivo. "É provável que haja perfis de flora que tornam o intestino mais suscetível à doença e interfiram inclusive na resposta ao tratamento", diz Aguiar Júnior. 

Conhecimento — seja fruto de pesquisas em laboratório, seja de trabalhos epidemiológicos — é crucial para esclarecer e derrubar a ponte entre infecção e câncer, bem como todos os atalhos envolvidos nessa via. Os números do último levantamento global, publicado na respeitada revista médica Lancet Oncology, reforçam a importância de ficar alerta a esse elo. "A maior parte dos tumores de origem infecciosa poderia ser prevenida com imunização e métodos de rastreamento, exigindo gastos mínimos se comparados aos dos tratamentos", avalia Catherine. Ora, não dá para menosprezar os micróbios, muito menos quando eles têm uma queda pelo câncer. 

A doença em números 
12,7 milhões de novos casos de câncer foram registrados no mundo em 2008 
2 milhões estão associados a infecções 
1,9 milhão desses tumores são detonados por HPV, hepatites B e C e pela bactéria H. pylori